Nas aulas de Formação Cívica debatemos o tema "Bullying". Este foi um dos trabalhos elaborado por alunos do 6ºF, com base nessas aulas, que aqui pretendemos partilhar..
Encontrei no YouTube dois vídeos relacionados com os Direitos Humanos, o tema que trataram em Área de Projecto, que me pareceram muito interessantes. Espero que gostem. Enviem os vossos comentários.
Os alunos do 6ºE aventuraram-se, e bem, na criação de haikus (forma poética que, quanto à forma, tem três versos curtos sem rima e, quanto ao conteúdo, expressa uma percepção da natureza).Estão, portanto, de parabéns! Bashô Matsuo (1644-1694), foi considerado o primeiro e maior poeta japonês de haiku, nasceu samurai e adoptou a simplicidade tanto na vida como na criação poética. Enriqueceu o haiku, superando a artificialidade de poetas anteriores e tornando-o artística e socialmente aceite. A par de poemas de carácter lúdico, começou a valorizar o papel do pensamento no haiku, imprimindo-lhe o espírito do budismo zen. Versátil, os seus poemas sugeriam os mais variados estados de espírito: humor, depressão, euforia, confusão,... permitindo uma consciência da grandiosidade da natureza (física e humana).
Ao longo deste ano lectivo, a turma do 6ºF trabalhou, em Área de Projecto, o tema "Direitos Humanos", com especial incidência sobre a Escravatura. Alguns dos seus trabalhos podem ser vistos neste livro digital.
Estes textos foram realizados por alunas do 6ºF, durante uma aula de substituição, num dia em que inesperadamente pudemos gozar do prazer de sentir e ver a beleza dum dia de neve. Apreciem-nos!
Vinícius de Moraes é o autor desta poesia. Lê-a com atenção, vê o vídeo,inspira-te nela e dá asas à tua imaginação.
AQUARELA
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando A imensa curva norte-sul Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul Pinto um barco a vela branco navegando É tanto céu e mar num beijo azul Entre as nuvens vem surgindo Um lindo avião rosa e grená Tudo em volta colorindo Com suas luzes a piscar Basta imaginar e ele está partindo Sereno indo E se a gente quiser Ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida De uma América a outra consigo passar num segundo Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo Um menino caminha e caminhando chega num muro E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Não tem tempo nem piedade Nem tem hora de chegar Sem pedir licença muda nossa vida E depois convida a rir ou chorar Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que virá O fim dela ninguém sabe Bem ao certo onde vai dar Vamos todos numa linda passarela De uma aquarela que um dia enfim Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo Que descolorirá E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva Que descolorirá Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo Que descolorirá
Crianças e adultos sabem de cor alguns dos poemas infantis de Vinicius de Moraes, graças ao ritmo inteligente e bem-humorado dos seus versos. As deliciosas versões musicais de A Arca de Noé são exemplo dessa simpatia que o poeta conquistou entre pequenos e grandes leitores. Os discos A Arca de Noé 1 (1980) e A Arca de Noé 2 (1981) traziam composições como 'O pato', 'A casa', 'O gato', 'O pingüim' e 'São Francisco', que se tornaram famosas nas vozes de Chico Buarque, Milton Nascimento, Toquinho, Marina Lima e Ney Matogrosso, entre outros intérpretes.
Aqui estão algumas das letras para leres.A seguir podes ouvir algumas interpretações nos vídeos do YouTube que aqui aparecem reproduzidos.
Um, dois, três Quatro, cinco, seis Com mais um pulinho Estou na perna do freguês Um, dois, três Quatro, cinco, seis Com mais uma mordidinha Coitadinho do freguês Um, dois, três Quatro, cinco, seis Tô de barriguinha cheia Tchau Good bye Auf Wiedersehen
A abelha mestra e as abelhinhas Tão todas prontinhas Para ir para festa
Num zune-que-zune Lá vão para o Jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da rosa para o cravo Do cravo para a rosa Da rosa pro favo E de volta para a rosa
Venham ver como dão mel ( 4 vezes )
As abelhas do céu.
A abelha rainha está sempre cansada Engorda a pancinha E não faz mais nada
Num zune-que-zune Lá vão para o Jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da rosa para o cravo Do cravo para a rosa Da rosa pro favo E de volta para a rosa
Lá vem o pato Pata aqui, pata acolá Lá vem o pato Para ver o que é que há
O pato pateta Pintou o caneco Surrou a galinha Bateu no marreco Pulou do poleiro No pé do cavalo Levou um coice Criou um galo Comeu um pedaço De genipapo Ficou engasgado Com dor no papo Caiu no poço Quebrou a tigela Tantas fez o moço Que foi pra panela
No dia 12 deste mês vamos receber a visita do autor do livro "O pássaro branco e outras histórias", de que ouvimos ler o primeiro conto, na aula de Português. Estamos muito entusiasmados por estarmos, pela primeira vez, na presença de um escritor e numa sessão de autógrafos.
Bruno Santos nasceu em 1968, em Penafiel, onde reside. Tirou o curso de Design e Ilustração no CITEX, Porto, e tem ainda a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas - Estudos Portugueses. Tem exercido intensa actividade como ilustrador, mas também tem leccionado Design e Desenho.
Bruno Santos escreve para crianças e adultos e foi vencedor do prémio de Literatura Ferreira de Castro. Tem um significativo percurso no campo das artes plásticas, como artista e professor.
Ilustrou:
"Memórias de um cavalinho de pau" Esta é a história de um brinquedo mágico: um cavalinho de pau. Um cavalinho que atravessou uma, duas, três gerações de meninos. Tem por isso muito para contar. Mas com o desfiar de memórias deste brinquedo mágico, narra-se também a história fascinante de uma velha quinta do Alto Douro, onde se cruzam todos os encantos, aventuras e mistérios.
"Lendas dos Nomes das Terras"
Escreveu: A Joaninha, tonta e vaidosa, não resiste em desfilar com o seu fantástico casaco encarnado! Chamando as atenções, custe o que custar, a minúscula joaninha não sonha sequer que o perigo não está apenas no lago onde os sapos ensaiam sinfonias!!! De repente, passa a ter pintas no seu casaco devido a um acidente com tintas de um pintor; a originalidade do resultado provoca a adesão a esta moda.
"Sua Senhoria, a Fada" é o segundo título da série "Crónicas de Sua Majestade, o Príncipe", da dupla Bruno Santos e Júlio Vanzeler. Com a ajuda do Príncipe, a Fada vai tentar descobrir a causa e a solução para dois mistérios que a todos preocupam: os súbitos desaparecimentos e aparecimentos surpresa da tímida Princesa e a origem de uma súbita crise de espirros da Rainha Avó. Uma história que vai beber aos tempos idos do “era uma vez...”, dando protagonismo a um príncipe, uma princesa e uma rainha no “palco” de um castelo; adicionando-lhe um toque de conto de fadas (com a presença da espampanante, roliça, vaidosa e nada "tradicional" Sua Senhoria, a Fada); e, ainda, oferecendo-lhe pormenores ancorados num futuro quase de ficção científica.Este é o claro exemplo de uma obra que respira a dois tempos, o do texto e o das ilustrações - servidos e fruídos em partes iguais. Ambos provocam a curiosidade do leitor dando forma a um enredo que propõe soluções ousadas para problemas originais.
"Sua Majestade, o Príncipe ", este é um livro divertido, irónico, fantástico e muito imaginativo que conta as aventuras de um príncipe que um dia sem querer descobre um misterioso ovo debaixo da cama. Dele sairá um dragão que vai trazer grande agitação ao quotidiano do palácio.
"O Pássaro em Branco e outras histórias": o que faz um pássaro de olhos fechados a voar ao sabor da pena? Corre o risco de bater contra a parede, é certo e sabido. O inesperado é, porém, ficar sem a memória ou transformá-la em branco papel de página de livro. Ter a memória branca é como não poder ler as páginas do livro que escrevemos, que fazem o sentido do futuro. É como ter um livro em branco em vez de coração e só saber escrever palavras com uma cor apenas.
"A Lesma Constipada": o autor e ilustrador apresenta-nos uma simpática lesmaconstipada e conta-nos uma das suas aventuras. Esta lesma, pensada para crianças a partir dos 6 anos, muito sonhadora e ambiciosa, demonstra de forma divertida o que diz o ditado "Quem tudo quer, tudo perde".